
A Petrobras (PETR3;PETR4) se prepara para tomar novos rumos. Depois de passar por uma reestruturação para equalizar dívidas astronômicas e problemas de corrupção, a empresa agora tem como meta diversificar a matriz energética, adequando-se aos desafios de reduzir a dependência de combustíveis fosseis.
O governo argumenta que a quase setentona Petrobras precisa realizar investimentos se quiser continuar viva. Coincidência ou não, o próprio ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro Paulo Guedes chegou a falar a respeito.
“E, se daqui a 10 ou 20 anos, o mundo inteiro migra para hidrogênio e energia nuclear, abandonando o combustível fóssil. A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E deixamos o petróleo lá embaixo com uma placa de monopólio estatal em cima”, afirmou à época.
Porém, o remédio era diferente. Guedes desejava emplacar a venda da estatal e deixar com que a iniciativa privada tocasse essa transição.
Mas, afinal, a Petrobras pode mesmo acabar se não migrar para a economia verde?
Para descobrir a resposta, o Money Times entrevistou um dos maiores especialistas do setor de gás e petróleo do Brasil, Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele, aliás, chegou a ser indicado para CEO da estatal durante o governo Bolsonaro.
Porém, conflitos de interesse o impediram de assumir o cargo. O próprio Adriano declinou do convite.
Ao Money Times, o especialista afirmou que não há mal nenhum no fato de a Petrobras investir em energia renovável. A questão, segundo ele, é como a estatal irá fazer isso.
Adriano também analisou o PPI (Política de Paridade de Preços) da empresa e deu seus ‘pitacos’ sobre como o governo recém-empossado de Lula está lidando com o setor de óleo e gás.