🎉 Centenas de obras publicadas nas mais variadas áreas do conhecimento humano.

Alimento caro e guerra comercial

Enio Fonseca

Todos os brasileiros, consumidores de alimentos, das classes sociais, têm observado custos destes insumos crescentes, impactando os índices econômicos do País e diminuindo a quantidade e qualidade de proteínas e carboidratos nos pratos.

RECEITA DE UMA VIDA FELIZ

R$49,90Add to cart

O tema é controverso e temos muitos especialistas do setor do agronegócio, das academias, do governo federal tentando esclarecer o que está acontecendo.

São muitas análises e justificativas apresentadas, mas, sem esgotar o assunto vou me ater a um ponto desta história que vem pesando no bolso de todos.

O governo, pontuando que os preços internos estão caros, aventou a aplicação de sobretaxas de exportação sobre alimentos exportados, ideia que felizmente não prosperou, eis que as consequências seriam piores para a economia. Diversas entidades setoriais, como a Academia Latino Americana do Agronegócio (Alagro), e outras se posicionaram contra esta ideia.

As exportações do Agronegócio são importantes para o nosso País. O Brasil voltou a registrar crescimento nas exportações de carnes. No mês de fevereiro, os embarques de carne bovina aumentaram 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 1,04 bilhão de faturamento (alta de 16,5%).

Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que ressalta a relevância da China como principal destino da carne bovina brasileira, seguida pelos Estados Unidos. veja mais em:

https://www.moneytimes.com.br/receita-com-exportacoes-de-carne-bovina-crescem-139-em-fevereiro-frango-tem-alta-de-23-e-suinos-32-grds/

No entanto, o governo anunciou recentemente a zeragem das alíquotas para a importação de uma série de itens, como carne, café, açúcar e milho.

Para o Professor do Insper Agro, Marcos Sawaya Jank, profundo conhecedor do agronegócio e comércio exterior “a medida pouco fará diferença para a conta final dos consumidores, uma vez que o processo de importação é algo que pode levar meses, dependendo das categorias de produtos. Achar que vamos importar a preços competitivos com o que é produzido no Brasil é uma loucura,

A maioria dos países pratica preços mais altos que o Brasil domesticamente, fora que terá um custo para trazer o produto, suscetível à variação cambial… Isso vai demorar alguns meses para chegar no país. Portanto, se você agregar a isso a logística, câmbio, burocracia e a possibilidade de atrasos, terá um efeito muito baixo no controle da inflação”,

Para o especialista, “a solução para a inflação dos alimentos está em trazer mais estímulos para que a indústria agrícola possa produzir mais”.

A matéria completa com o professor Marcos Sawaya Jank pode ser lida em:

https://platobr.com.br/marcos-jank-achar-que-vamos-importar-carne-a-preco-competitivo-e-loucura/

Por outro lado, com a guerra comercial que ganhou contornos de intensificação com aplicação de sobretaxas por parte dos Estados Unidos, temos a retaliação de diversos países, e todo esse movimento tem implicações também para a economia brasileira.

A China começou a impor tarifas de até 15% sobre os produtos agrícolas dos Estados Unidos nesta 2ª feira (10.mar.2025).

A medida é uma retaliação ao recente aumento de tarifas sobre produtos chineses aprovado pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). As novas tarifas chinesas incluem taxas de 15% sobre produtos como frango, trigo e milho; e 10% sobre soja, carne suína, carne bovina e frutas.

Neste cenário, os produtos do agronegócio brasileiros podem ser ainda mais procurados por países compradores, como a China.

Sem dúvida, uma equação complexa que envolve aspectos de geopolítica comercial internacional, e interesses nacionais que passam desde a segurança alimentar até a balança comercial.

Enio Fonseca

CEO da Pack of Wolves Assessoria Socioambiental, foi Superintendente do Ibama, Conselheiro do Copam MG, Superintendente de Gestão Ambiental do Grupo Cemig, Gestor de sustentabilidade da Associação Mineradores de Ferro do Brasil (AMF). Diretor de Responsabilidade Social e Ambiental da ALAGRO. Diretor de Meio Ambiente e Relacoes Institucionais da SAM METAIS. Profissional Senior em Gestao Ambiental, membro do Conselho Editorial e colunista do Canal Synergia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *