Bárbara Braga Penido Lima é Historiadora, formada na Universidade Federal de Minas Gerais no ano de 2013. Em seguida, entre prestações de consultoria na área de Patrimônio Cultural para o ICMS Cultural (IEPHA-MG) e prestação de consultoria para verificação do estado de conservação do acervo da Cruz Vermelha Brasileira Filial Minas Gerais, em que realiza também a catalogação das tipologias de documentação ali encontradas, passa a cursar o Mestrado em Educação Tecnológica, em 2014, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Em 2016, ano de conclusão do mestrado, é nomeada como professora de história da rede pública do Estado de Minas Gerais. Permanceu no cargo durante o período de estágio probatório, no qual teve profundas reflexões sobre o seu papel na educação e foi surpreendida pela experiência positiva em relação a diversas ações empreendidas de forma disruptivas para tornar o ensino de história mais lúdico e profícuo para os educandos. Todavia, a falta de perspectiva de crescimento profissional somados com a falta de uma infraestrutura adequada para realizção de seu trabalho foram fatores crucais para desligar-se do cargo e buscar outros meios de continuar atuando em prol da educação de jovens e também dos mais diversos grupos sociais. Assim, tornava-se Educadora Social, consolidava sua posição enquanto pesquisadora para prestação de Consultorias na área de Patrimônio Cultural e Licenciamento Socioambiental. Em meio ao trabalho como autônoma, no ano de 2019, inicia sua trajetória no doutorado. Sua pesquisa é transversal, assim como as várias temáticas e seguimentos epistemológicos que fazem parte de seu interesse e formação intelectual, buscando entender como o progresso tecnológico dentro dos consultórios ginecológicos assumiu a importante função de detectar preventivamente o câncer uterino, além de apontar uma diversidade de doenças que acometia os corpos femininos. Seu interesse pela pesquisa sobre o progresso tecnológico está presente desde o mestrado, em que busca discutir como o sistema ferroviário e o ensino técnico constituem narrativas simbólicas do progresso e engrandecimento mineiro. De modo que no doutorado, essa narrativa sobre as discussões simbólicas do progresso toma outro rumo ao deparar-se com uma documentação ainda inexplorada sobre a medicina ginecológica e o uso de técnicas e tecnologias preventivas para uma doença que assolava significativamente a população feminina. Concomitante a processo de pesquisa e buscando sempre dar signicado à sua carreira de historiadora, tornou-se Perita Judicial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em sua área de formação, atuando sobretudo em processos que envolvem questões relacionadas ao Patrimônio Cultural de Minas Gerais.
Comunicativa, valoriza o diálogo como um dos cernes dos debates de ideias, percebe nos usos da linguagem e do discurso culturas que permeiam a mineiridade, suas faces regionalistas e seu encanto por sotaques e histórias contadas e recolhidas com respeito e carinho. Admira a sabedoria que não se encontra dentro dos muros acadêmicos; mas entre pessoas simples, cuja experiência de vida por si já é um grande ensinamento. Ama o congado, as festas em reverência aos santos, e tudo o que seu trabalho como pesquisadora da cultura pode lhe proporcionar. Sua curiosidade é um dos pilares de uma personalidade irreverente, crítica e reflexiva. Para além da redação técnica especializada para instituições como o IEPHA-MG, IPHAN, e para elaboração de documentação comprobatória destinada a compor Relatórios de Licenciamento Ambiental e Licenciamento Socioambiental; deu continuidade a uma de suas distrações da juventude: a escrita de estórias. Leitora voraz, tornou-se escritora desde os tempos em que frequentava o ensino médio no CEFET-MG. A partir de seu trabalho, passou, além de realizar pesquisas e diagnósticos socioeconômicos, coletar histórias que se tornariam contos, crônicas, prosas e poesias. Seus textos estão espalhados em publicações em antologias e revistas literárias.





