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Gás Natural – O Combustível Fóssil do Futuro

Por José Almeida dos Santos

10/06/2025

O gás natural, assim como o petróleo, tem registros de uso desde civilizações antigas. Os chineses, por exemplo, já o transportavam por meio de gasodutos de bambu por volta de 500 a.C. Na Inglaterra, seu uso remonta a 1780, quando era obtido a partir da queima de carvão. Nos Estados Unidos, há registros do uso do gás para iluminação pública desde 1816. No final do século XIX, passou a ser utilizado também para aquecimento, cocção e, timidamente, para geração de eletricidade.

No entanto, foi somente após a Primeira Guerra Mundial, em 1914, que o gás natural passou a ser explorado em larga escala e integrado à indústria do petróleo, deixando de ser considerado o “patinho feio” do setor. Pode ser encontrado associado ao petróleo (gás associado) ou produzido isoladamente (gás seco), com ou sem condensado.

A partir de 2019, especialmente na Europa, o uso do gás natural se intensificou significativamente para calefação, cocção e aquecimento de residências e estabelecimentos comerciais. Na mesma época, o querosene, ainda presente em usos industriais, foi amplamente substituído pela gasolina. Apesar de apresentar maior complexidade em armazenamento, transporte e distribuição que o óleo, o gás possui uma grande vantagem: sua menor emissão de gases de efeito estufa (GEE), característica cada vez mais valorizada.

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Essa vantagem ambiental levou o gás a ser considerado o combustível fóssil do futuro, sobretudo para geração de energia. Com isso, o uso do gás se expandiu, especialmente nos Estados Unidos, em substituição ao carvão. Para atender à crescente demanda, intensificou-se também a exploração do shale gas (gás de folhelho), principalmente nos EUA, diante do declínio da produção convencional.

As reservas convencionais de gás natural no mundo somam cerca de 200 trilhões de m³, concentradas em sua maioria em poucos países. As reservas provadas e a produção anual dos treze principais países produtores — entre eles Rússia, Irã e Qatar — concentram mais da metade das reservas globais, respondendo por mais de 80% do total. Moçambique, apesar de suas recentes descobertas promissoras, ainda enfrenta entraves operacionais e políticos que dificultam a produção, assim como Senegal, Egito e Israel.

Evolução das reservas global de Gás Natural

Desde 1989, o consumo de gás natural cresce continuamente, ultrapassando 4 trilhões de m³/ano em 2023. Destaca-se o crescimento expressivo no Oriente Médio, onde há grandes reservas, escassez de recursos hídricos para geração de energia, e o petróleo ainda é largamente utilizado. Diferentemente do petróleo, o consumo de gás apresenta uma tendência contínua de crescimento.

Estima-se que o consumo global alcance 6 trilhões de m³/ano em 2050, o que representa um aumento de 50% em relação a 2025. O transporte, entretanto, permanece um desafio: o gás precisa ser liquefeito (GNL) para ser exportado sem gasodutos, o que demanda alta energia. Estão sendo realizados grandes investimentos para transformar as mais recentes descobertas em polos de produção.

Todas as informações adicionais estão registradas no livro que o autor deverá lançar em breve, e não há dúvidas sobre os avanços da indústria do gás e as possibilidades de que ela venha a dominar o cenário dos combustíveis fósseis nessa transição energética.

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