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Redução e Captura de CO₂: Quando Vamos Alcançar o Carbono Zero?

Por José Almeida dos Santos

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) saltaram de cerca de 4 para 6 bilhões de toneladas de carbono por ano. Em 1989, esse número já havia atingido 22 bilhões de toneladas anuais e, em 2024, ultrapassou 41 bilhões de toneladas por ano. De acordo com medições recentes, aproximadamente 86% dessas emissões provêm da queima de combustíveis fósseis; o restante se origina de mudanças no uso do solo, queimadas e desmatamento.

A Ásia, por exemplo, consome mais de 80% do carvão mundial, o que mantém esse combustível como o maior vilão entre os emissores de GEE, principalmente por seu uso em larga escala na geração de energia elétrica. Como avançar na substituição do carvão por fontes energéticas mais limpas?

O segundo maior emissor de GEE é o petróleo — especialmente pelo seu uso nos transportes em geral: ônibus, carros, caminhões, aviões, navios, embarcações, máquinas agrícolas etc. Sua substituição é complexa, pois afeta diretamente a mobilidade de pessoas e cargas em escala global. Em terceiro lugar aparece o gás natural, com impacto menor, mas ainda significativo.

Além do dióxido de carbono (CO₂), também são emitidos outros gases como o metano (CH₄) e óxidos de nitrogênio, que contribuem de forma expressiva para o efeito estufa. Segundo o World in Data, em 2023 atingimos a marca de 50 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. A substituição do carvão por gás natural pode representar um importante avanço na redução desses números.

Desde 1750, o mundo já emitiu mais de 1,5 trilhão de toneladas de CO₂, segundo o Global Carbon Budget. Os Estados Unidos lideram o ranking histórico, com mais de 500 bilhões de toneladas, seguidos pela China (em crescimento acelerado nas últimas décadas), Rússia e Brasil — este último ocupando a quarta posição principalmente em razão do uso do solo, apesar de possuir uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta.

Esses números só serão reduzidos quando for possível substituir, em larga escala, os combustíveis fósseis por outras fontes energéticas, como energia elétrica renovável e biocombustíveis. Mas… é possível zerar as emissões líquidas até 2050?

Rumo ao Carbono Zero: É Possível Chegar Lá?

Diversos países estão comprometidos com a meta do “Carbono Zero”, ou seja, a neutralização das emissões líquidas de CO₂ até 2050. Isso exige duas frentes de ação: redução de emissões e captura de carbono. Mesmo que a meta sofra algum adiamento, qualquer avanço consistente já representaria um ganho significativo para o planeta.

Para isso, o mundo precisa quadruplicar a taxa atual de remoção de CO₂ da atmosfera até 2050. O desafio é imenso, pois, segundo relatório da Universidade de Oxford, será necessário capturar e armazenar, de forma sustentável, entre 7 e 9 bilhões de toneladas de CO₂ por ano durante as próximas décadas.

A captura de carbono pode ocorrer por meio de tecnologias como a Direct Air Capture (DAC), que suga CO₂ diretamente da atmosfera por meio de grandes ventiladores, separa-o e o armazena ou o reutiliza. Outra estratégia importante está sendo aplicada pela Petrobras, que injeta CO₂ nos reservatórios do pré-sal. Em 2024, a empresa injetou 14,2 milhões de toneladas de CO₂, totalizando mais de 67 milhões de toneladas desde o início da prática — uma ação que, além de contribuir para a redução de emissões, auxilia na recuperação secundária de petróleo.

Outras formas de captura incluem soluções naturais, como o plantio de árvores e a restauração de florestas, que atuam como sumidouros de carbono.


O livro que o autor está concluindo reúne, de forma abrangente e didática, todas essas informações, discutindo os desafios, alternativas e transições possíveis rumo à redução das emissões e à convivência com os combustíveis fósseis durante o período de transição. As estratégias de captura também são abordadas com profundidade, demonstrando como podem colaborar para reduzir o impacto das emissões já realizadas.

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🌍 Em um mundo que já emitiu mais de 1,5 trilhão de toneladas de CO₂, ainda é possível alcançar a meta de Carbono Zero até 2050?

Este livro aborda com profundidade:
✅ O papel do petróleo, do gás e do carvão na crise climática
✅ Desafios reais da transição energética global
✅ Tecnologias de captura e armazenamento de CO₂ (como DAC e injeção em reservatórios)
✅ Dados atualizados sobre emissões, consumo e políticas públicas
✅ A posição do Brasil no cenário global e seu potencial como potência energética limpa

📊 Segundo a Universidade de Oxford, será necessário capturar entre 7 e 9 bilhões de toneladas de CO₂ por ano até 2050. O mundo precisa quadruplicar sua capacidade de remoção. Estamos prontos?
🟢 O livro traz uma visão técnica, acessível e estratégica sobre como conviver com os combustíveis fósseis no curto prazo — e superá-los no médio e longo prazo.
🔎 Em tempos de transição energética, informação de qualidade é uma ferramenta de poder.
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José Almeida dos Santos, natural da Bahia, Carioca de Coração, Geólogo da UFRJ turma 1972, com especialização em geofísica pela Petrobras. MBA em Engenharia Econômica UFRJ. Trabalhou na Petrobras de 1972 a 1998, como geofísico de campo, chefe de equipe Sísmica, chefe de setor de geofísica terrestre, Gerente Geral no Yemen do Sul e Líbia durante 10 anos( 5 anos em cada País). Trabalhou na implantação da Petrobras na Bolívia e foi seu primeiro Diretor. Gerente de Novos negócios na Petrobras Bahia durante o período de transição após a criação da ANP. Foi CEO da Norse Energy no Brasil por 10 anos de 1999 a 2009. Atualmente é consultor da área de Energia e formatação de negócios e Representante da Frigstad Offshore no Brasil. Atuou pela Norse na compra de percentual do campo Manati e no consórcio liderado pela Petrobras, para implantação do projeto de produção do campo gigante de gás de Manati na Bahia.

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