0
0
CARRINHO
empty cart Seu carrinho está vazio no momento! Return to Shop

Carrinho

0
0
CARRINHO
empty cart Seu carrinho está vazio no momento! Return to Shop

Trabalhe, Sonhe e Construa: Por que um Discurso de Nizan Guanaes Continua Atual na Era da Inteligência Artificial

Por Jorge Gama
Editor da Synergia Editora

Por que um discurso de Nizan Guanaes continua atual na era da Inteligência Artificial

Recentemente reli um antigo discurso de formatura do publicitário Nizan Guanaes. Apesar de ter sido escrito há décadas, impressiona como muitas de suas reflexões permanecem atuais.

Talvez porque os grandes desafios humanos mudem menos do que imaginamos.

Mudam as tecnologias. Mudam as plataformas. Mudam os aparelhos. Mas continuam os mesmos dilemas: propósito ou dinheiro? Construção ou acomodação? Trabalho ou distração? Legado ou superficialidade?

Vivemos uma época extraordinária.

Pela primeira vez na história, uma pessoa pode conversar com inteligências artificiais, publicar um livro para o mundo inteiro, acessar bibliotecas digitais gigantescas e aprender praticamente qualquer assunto sem sair de casa.

Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil manter o foco.

Nunca houve tantas distrações competindo pela nossa atenção.

As redes sociais, os aplicativos, os vídeos curtos, as notificações incessantes e os algoritmos transformaram a atenção humana em uma das mercadorias mais valiosas do século XXI.

Nesse contexto, uma das mensagens centrais do discurso de Nizan parece ganhar ainda mais relevância:

Não viva apenas em busca de dinheiro. Viva em busca de realização.

Pode parecer contraditório, mas as pessoas que mais impactaram o mundo raramente começaram sua jornada pensando apenas em riqueza.

  • Os grandes cientistas buscavam respostas.
  • Os grandes escritores buscavam significado.
  • Os grandes empreendedores buscavam resolver problemas.
  • Os grandes educadores buscavam transformar vidas.

A prosperidade costuma ser consequência de uma entrega genuína a uma causa, a um projeto ou a uma missão.

Não porque o dinheiro seja irrelevante.

Longe disso.

Ele é importante, necessário e desejável.

Mas dificilmente se torna abundante quando se transforma na única motivação.

Outro ensinamento poderoso do discurso é a valorização do trabalho.

Em uma época em que muitos sonham com ganhos instantâneos, sucesso viral e reconhecimento imediato, vale lembrar que praticamente tudo o que possui valor duradouro foi construído por meio de esforço consistente.

  • Livros são escritos página por página.
  • Empresas são construídas cliente por cliente.
  • Carreiras são desenvolvidas decisão por decisão.
  • Conhecimento é acumulado estudo após estudo.
  • Não existe inteligência artificial capaz de substituir disciplina.
  • Não existe algoritmo capaz de gerar propósito.

Não existe tecnologia capaz de fazer o trabalho interno que cada ser humano precisa realizar para descobrir quem é e o que deseja construir.

  • A inteligência artificial pode acelerar processos.
  • Pode ajudar a pesquisar.
  • Pode ajudar a escrever.
  • Pode ajudar a programar.
  • Pode ajudar a aprender.

Mas continua incapaz de substituir a vontade humana de criar algo significativo.

Talvez por isso uma das passagens mais fortes do discurso continue ecoando tantos anos depois: é preferível o erro à omissão.

  • O erro ensina.
  • A tentativa produz aprendizado.
  • O fracasso produz experiência.
  • A omissão produz apenas arrependimento.

Vivemos uma época em que muitas pessoas passam horas analisando a vida dos outros.

  • Comentam.
  • Criticam.
  • Reagem.
  • Compartilham.
  • Mas produzem pouco.

Tornaram-se especialistas em observar o mundo sem participar dele.

Espectadores de suas próprias vidas.

  • Enquanto isso, os construtores continuam construindo.
  • Os pesquisadores continuam pesquisando.
  • Os autores continuam escrevendo.
  • Os empreendedores continuam empreendendo.
  • Os professores continuam ensinando.
  • Os profissionais continuam trabalhando.

E são eles que, silenciosamente, movem a sociedade para frente.

Ao longo de minha trajetória como editor, tive o privilégio de conviver com pesquisadores, médicos, engenheiros, juristas, professores e especialistas de diversas áreas.

Uma característica comum une praticamente todos eles.

Nenhum construiu sua obra pensando apenas em dinheiro. Quando penso em tudo o que aprendi com eles, sinto-me diante de uma dívida de gratidão tão grande que nem mesmo a publicação de milhares de livros seria suficiente para saldá-la. Sigo, contudo, em minha missão de disseminar o conhecimento, pois acredito que o livro permanece como uma das mais extraordinárias invenções da humanidade e, para mim, continua sendo insubstituível. Dos monges copistas aos tipos móveis de Gutenberg, do offset à inteligência artificial, poucas tecnologias atravessaram tantos séculos mantendo intacta sua missão essencial: transportar conhecimento de uma geração para outra.

Construíram porque acreditavam que tinham algo importante a compartilhar.

Publicar um livro é um ato de confiança no futuro.

É acreditar que o conhecimento produzido hoje poderá ajudar alguém amanhã.

É exatamente o oposto da lógica imediatista que domina grande parte do ambiente digital.

Enquanto um vídeo pode desaparecer em poucos dias no fluxo interminável das redes, um livro permanece.

Enquanto uma tendência digital dura semanas, uma ideia relevante pode atravessar gerações.

Talvez seja por isso que eu continue acreditando profundamente no valor dos livros.

Eles são uma das formas mais sofisticadas de resistência contra a superficialidade.

São monumentos construídos com palavras.

São pontes entre gerações.

São depósitos de conhecimento, experiência e memória.

Por isso, ao reler o discurso de Nizan Guanaes, não vejo apenas uma mensagem para formandos.

Vejo uma mensagem para todos nós.

Sonhe.

Construa.

Trabalhe.

Estude.

Erre.

Recomece.

Aprenda.

Compartilhe conhecimento.

E, acima de tudo, produza algo que faça sentido.

Porque, em uma época em que quase todos disputam atenção, aqueles que criam valor continuam sendo os que deixam legado.

E legado, diferentemente das curtidas, continua existindo quando os algoritmos mudam.

 

Este artigo foi inspirado em um conhecido discurso de formatura proferido por Nizan Guanaes, cuja mensagem sobre propósito, trabalho e realização continua relevante diante dos desafios da era digital e da inteligência artificial.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *