🎉 Bem-vindo a Synergia/Artefato Editora.

Carrinho

🎉 Centenas de obras publicadas nas mais variadas áreas do conhecimento humano.

Transição Energética com Realismo: A Importância Estratégica do Petróleo e Carvão no Mundo Atual

Por José Almeida dos Santos

Atualmente, o planeta vive um momento conturbado no que diz respeito à utilização de certas fontes de energia. Por um lado, para conter as mudanças climáticas — que se tornam cada vez mais evidentes — é necessário substituir fontes poluentes e adotar políticas de descarbonização total (carbono zero). Por outro lado, o crescimento econômico, associado ao aumento da população mundial, que ainda cresce a uma taxa de quase 1% ao ano (acréscimo de mais de 70 milhões de pessoas anualmente), demanda por mais energia.

As fontes renováveis ainda não conseguem acompanhar esse ritmo de crescimento, o que torna os combustíveis fósseis — como o petróleo e o carvão — imprescindíveis para atender à crescente demanda global. Esse impasse, entre a urgência ambiental e a necessidade de garantir energia acessível e confiável para bilhões de pessoas, define o dilema central da transição energética contemporânea.

Como prover energia segura e constante, sem causar os danos ambientais decorrentes do uso prolongado de fontes fósseis? Resolver essa equação talvez seja um dos maiores desafios do nosso tempo. A transição energética, portanto, precisará ser cuidadosamente planejada, considerando a permanência, ao menos temporária, das fontes tradicionais que hoje garantem o abastecimento global.


A importância estratégica do petróleo, gás natural e carvão na transição energética

Petróleo, gás natural e carvão tiveram papel decisivo na industrialização mundial e no acesso em massa à energia elétrica. O petróleo, em especial, impulsionou o desenvolvimento da indústria aeronáutica e dos meios de transporte terrestre e marítimo, viabilizando o comércio global e a mobilidade moderna.

A dependência global desses recursos ainda é significativa, e sua reposição enfrenta limitações geológicas e geopolíticas. Regiões como a Ásia, por exemplo, ainda dependem fortemente do carvão para geração de energia, dada a escassez de petróleo e gás natural local.

Além disso, há uma infraestrutura consolidada e um capital humano altamente especializado voltado ao uso de fontes fósseis, o que torna sua substituição imediata inviável. A transição, portanto, deve ser gradual, planejada e justa, para que toda a sociedade se beneficie dos avanços sem rupturas sociais e econômicas.

Hoje, dos cerca de 100 milhões de barris de petróleo produzidos diariamente no mundo, mais de 70% são destinados ao setor de transporte (automóveis, ônibus, trens, máquinas agrícolas e industriais, aviões, navios, embarcações de lazer e até tanques de guerra). Substituí-los exige planejamento de longo prazo e investimentos massivos em alternativas tecnológicas. Ainda assim, as reservas atuais de petróleo são suficientes para mais de 60 anos, mantendo-se o consumo nos níveis atuais — o que tende a diminuir com a expansão das fontes renováveis.


Transição energética segura

A segurança no fornecimento de energia, no futuro, dependerá dos modelos adotados por cada país ou região em suas políticas de transição. Eventos geopolíticos também influenciam diretamente a segurança energética. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que afetou drasticamente o fornecimento de gás russo à Europa. Isso acelerou, em toda a região, a busca por outras fontes de abastecimento e a independência energética por meio de fontes renováveis.

A sociedade deseja que a transição energética ocorra rapidamente — e com razão, considerando a possível escassez futura de petróleo, gás e carvão. No entanto, apesar da pressão por resultados imediatos, os avanços vêm ocorrendo de forma consistente e estruturada, o que torna o processo mais seguro e sustentável a longo prazo.


Como avançar na geração com outras fontes energéticas

Um dos maiores desafios da transição energética está na substituição efetiva dos combustíveis fósseis como fonte primária de geração. Diversas alternativas já se encontram em estágio avançado de desenvolvimento: solar, eólica, hidrelétrica, biocombustíveis, geotérmica, energia das ondas, vulcânica, hidrogênio verde, entre outras.

A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que, até 2050, 90% da geração mundial poderá vir de fontes renováveis. Essa é uma meta ambiciosa, considerando os altos custos de implantação, os desafios técnicos e financeiros e, especialmente, a complexidade do armazenamento de energia em momentos de geração intermitente.

Um livro a ser publicado em breve abordará esse tema de forma ampla e didática, detalhando o cenário atual e os caminhos possíveis para uma transição energética segura, realista e viável.

José Almeida dos Santos, natural da Bahia, Carioca de Coração, Geólogo da UFRJ turma 1972, com especialização em geofísica pela Petrobras. MBA em Engenharia Econômica UFRJ. Trabalhou na Petrobras de 1972 a 1998, como geofísico de campo, chefe de equipe Sísmica, chefe de setor de geofísica terrestre, Gerente Geral no Yemen do Sul e Líbia durante 10 anos( 5 anos em cada País). Trabalhou na implantação da Petrobras na Bolívia e foi seu primeiro Diretor. Gerente de Novos negócios na Petrobras Bahia durante o período de transição após a criação da ANP. Foi CEO da Norse Energy no Brasil por 10 anos de 1999 a 2009. Atualmente é consultor da área de Energia e formatação de negócios e Representante da Frigstad Offshore no Brasil. Atuou pela Norse na compra de percentual do campo Manati e no consórcio liderado pela Petrobras, para implantação do projeto de produção do campo gigante de gás de Manati na Bahia.

Uma resposta

  1. Prezado amigo, Parabéns pelo excelente trabalho e pela dedicação em compartilhar e perpetuar seu vasto conhecimento sobre este setor de importancia vital para as economias modernas. Desejo-lhe sucesso com o novo livro.

Deixe um comentário para Osanan Barros Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *