Não é o trabalho que está acabando. É o modelo de sociedade que não sabe mais o que fazer com o humano.
Vivemos um momento curioso da história: nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento — e, ao mesmo tempo, nunca estivemos tão próximos de perder o sentido de aprender.
A ascensão da inteligência artificial reposiciona o debate em termos mais profundos do que eficiência ou produtividade. O que está em jogo não é apenas o futuro do trabalho, mas o lugar do ser humano no mundo e em um sistema que, pela primeira vez, pode prescindir de grande parte de suas capacidades cognitivas operacionais.
Yuval Noah Harari tem chamado atenção para um cenário inquietante: bilhões de pessoas podem se tornar economicamente irrelevantes. Não por incapacidade, mas porque sistemas automatizados passarão a executar, com maior eficiência e menor custo, aquilo que antes definia sua utilidade.
A afirmação provoca — e deve provocar.
Mas é preciso precisão conceitual: pessoas não se tornam irrelevantes. Modelos econômicos deixam de absorvê-las.
Essa distinção é crucial.
Enquanto a inteligência artificial avança sobre atividades cognitivas, outro movimento igualmente profundo — e muitas vezes subestimado — redefine as bases materiais da sociedade: a transição energética.
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Petróleo na Transição Energética – realidade, desafios e o futuro da energia global
RECONHECIDO PELO IBP Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Isso é prova social institucional de alto valor. Não é apenas um agradecimento: é um endosso indireto de uma entidade extremamente relevante no setor de energia.
O conteúdo representa uma relevante contribuição ao debate sobre o futuro da energia”
— IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis)Depoimento institucional
“A leitura é extremamente interessante e representa uma relevante contribuição ao debate sobre o futuro da energia.”
— IBP
A leitura recente da obra Transição Energética, de José Almeida, foi acompanhada por um comentário particularmente lúcido e provocador de um leitor — que assina como Picici — e que merece destaque não apenas como reação, mas como extensão qualificada do próprio debate proposto pelo autor. Ao refletir sobre a estimativa plausível de esgotamento das reservas fósseis por volta de 2100, Picici reconhece o mérito da obra em nos obrigar a encarar uma transformação estrutural inevitável: a substituição progressiva dos combustíveis fósseis por fontes renováveis em escala global. Mas vai além. Sua inquietação desloca o debate técnico para o plano humano e intergeracional, ao questionar que tipo de mundo estamos construindo para nossos netos e bisnetos — e, sobretudo, que papel eles terão em uma sociedade profundamente reconfigurada por novas bases energéticas e tecnológicas. Em um gesto que também revela sensibilidade e visão de impacto, sugere que o livro ultrapasse os círculos especializados e alcance as escolas, seja por meio da distribuição de exemplares, seja por palestras voltadas às novas gerações. Seu comentário não apenas elogia — ele amplia, tensiona e dá direção ao debate, ao lembrar que discutir energia, tecnologia e inovação é, em última instância, discutir o futuro das pessoas.
Essa mudança, por si só, já seria suficiente para reconfigurar cadeias produtivas, sistemas logísticos e relações geopolíticas.
Mas ela não acontece isoladamente.
Ela se sobrepõe à revolução digital e à emergência da inteligência artificial.
E é dessa sobreposição que surge a verdadeira complexidade do nosso tempo.

Direito Autoral e Entretenimento Novas Perspectivas Jurídicas
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Direito Autoral e Entretenimento: Novas Perspectivas Jurídicas oferece uma análise abrangente, atual e crítica dos principais desafios enfrentados pelo Direito Autoral no contexto da indústria do entretenimento contemporânea. Estruturada em 25 capítulos, a obra reúne contribuições de mulheres especialistas, que examinam, sob múltiplas perspectivas, os impactos das transformações tecnológicas e culturais na proteção das criações intelectuais.
A relevância e a atualidade dos temas tratados são reforçadas pelo prefácio do ministro Luís Roberto Barroso, à época presidente do Supremo Tribunal Federal, que oferece uma leitura lúcida e provocadora sobre o momento histórico vivido. Em sua análise, o ministro destaca que vivemos em um mundo em que até o futuro próximo se tornou imprevisível — um cenário de transformações profundas que impactam diretamente, e de forma estrutural, o Direito Autoral.
Para ilustrar a velocidade dessas mudanças, Barroso recorre a uma analogia baseada em dados históricos de adoção tecnológica: o telefone fixo levou 75 anos para atingir 100 milhões de usuários; o telefone celular, 16 anos; a internet, 7 anos. Já o ChatGPT alcançou essa marca em apenas dois meses. Essa aceleração exponencial evidencia o ritmo das transformações que desafiam, de maneira inédita, os sistemas jurídicos tradicionais.
Questões aparentemente técnicas passam a ter implicações existenciais:
Como será o transporte marítimo em um mundo descarbonizado?
Navios movidos a hidrogênio? Amônia? Ou baterias de grande escala — com impacto direto na capacidade de carga?
E, mais importante:
Que tipo de trabalho existirá nesse novo arranjo produtivo?
Ao mesmo tempo, avanços como o uso de nanopartículas para aumentar a eficiência da recuperação de petróleo — também destacados na obra — mostram que a transição não é uma ruptura simples, mas um processo híbrido, no qual tecnologias avançadas convivem com sistemas legados.
O paradoxo se intensifica.
De um lado, caminhamos para um sistema energético mais limpo e eficiente.
De outro, avançamos para uma economia cada vez menos dependente do trabalho humano tradicional.
E, em paralelo, a revolução biomédica — impulsionada pela própria IA — aponta para um aumento significativo da longevidade.

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Gestão do Conhecimento na Transição Digital e Saúde
Gestão do Conhecimento e Transição Digital é um guia essencial para entender como a digitalização e as tecnologias emergentes estão transformando a gestão do conhecimento em organizações modernas. Através de estudos de caso, análises críticas e discussões teóricas, este livro oferece uma visão abrangente dos desafios e oportunidades que surgem na interface entre tecnologia e gestão, especialmente nos setores da saúde e farmacêutico. Ideal para gestores, profissionais e acadêmicos das áreas de gestão, tecnologia da informação, saúde, e qualquer pessoa interessada em compreender as dinâmicas da era digital e como gerenciar o conhecimento para se adaptar e prosperar nesse novo cenário da era digital.
Viveremos mais.
Mas fazendo o quê?
Essa pergunta, que pode parecer filosófica, é na verdade estrutural.
Se o trabalho deixa de ser o principal mecanismo de distribuição de renda e de construção de identidade, o que o substitui?
A resposta ainda não existe de forma consolidada.
E talvez esse seja o maior risco do nosso tempo: não a tecnologia em si, mas a ausência de um projeto de sociedade à altura dela.
A educação, nesse contexto, revela sua obsolescência. Foi desenhada para um mundo de escassez de informação, no qual aprender significava memorizar e reproduzir. Hoje, qualquer resposta está a poucos segundos de distância.
Se basta perguntar, por que aprender?
O que precisa ser ensinado não é mais conteúdo. É capacidade.
- Capacidade de formular boas perguntas.
- Capacidade de julgar a qualidade das respostas.
- Capacidade de sintetizar informação em visão.
- Capacidade de agir com discernimento em ambientes complexos.
E, talvez mais importante do que tudo isso, capacidade de encontrar sentido.
Porque o maior risco não é o desemprego em massa. É a inutilidade percebida.
Sem propósito, não há estabilidade social que se sustente — independentemente de qualquer política de distribuição de renda.
Nesse cenário, o papel do conhecimento estruturado ganha uma nova dimensão. Em um ambiente saturado de informação fragmentada, pensar de forma articulada torna-se um diferencial raro — e estratégico.
É aqui que o livro revela sua força silenciosa.
E é também aqui que surge uma oportunidade concreta: levar esse debate para as escolas, como sugerido de forma sensível por leitores atentos da obra de José Almeida. Não como conteúdo técnico, mas como provocação estruturada para novas gerações que precisarão navegar um mundo radicalmente diferente.
Talvez, no fim, a questão não seja o que a inteligência artificial fará conosco.
Mas o que faremos, como sociedade, com aquilo que ela nos permite ser.
Jorge Gama
Editor Synergia Editora


