Sumário
- SANEAMENTO BÁSICO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO BRASIL
Alex Cavalcante Alves, 1 - O MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO BRASIL E SEUS INSTRUMENTOS DE COBRANÇA COMO FORMA DE GARANTIR A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA
André Luís Pinto da Silva, Camila Pedron Vicente e Jefferson Leão de Meirelles, 21 - A CONTEXTUALIZAÇÃO DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COM A POLÍTICA NACIO- NAL DE RECURSO HÍDRICOS
Bruna Eveline Domingos Petrini e Angélica Cristiane Picolo Paschoal, 31 - DESAFIOS DA LEI Nº 026/2020: A UNIVERSALIZAÇÃO DA REGULAÇÃO
Carlos Roberto de Oliveira e Dalto Favero Brochi, 49 - ANÁLISE DA IMPLANTAÇÃO DE COBRANÇA DO SISTEMA MUNICIPAL DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANO NO MUNICIPIO DE JANUÁRIA MG, COMITÊ DE BACIAS DO RIO SÃO FRANCISCO MG
Dinilton Pereira da Costa e Fernando Neves Lima, 63 - CONTEXTUALIZAÇÃO E IMPACTOS DA LEI Nº 445/2007 EM CONTRAPONTO À GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E OS INSTRUMENTOS PARA A UNIVERSALIZAÇÃO
Guilherme Moreno Taveira, Marcelo Roncolato Cambrais e Synara Aparecida Olendzki Broch, 79 - AS GARANTIAS EM CONTRATAÇÕES PÚBLICAS E A ADOÇÃO DE SEGURO-GARANTIA PARA A CONTRATAÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA DE GRANDE VULTO NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES
Henrique Sampaio de Azevedo, 95 - A IMPORTÂNCIA DA MATRIZ DE RISCOS PARA A REGULAÇÃO ECONÔMICA DOS CONTRATOS DE CONCESSÃO
José Carlos de Oliveira e Tiago Alves de Sousa, 129 - ANÁLISE PRELIMINAR DA VULNERABILIDADE E ALGUNS DESAFIOS PARA UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVI- ÇOS PÚBLICOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL NOS ESTADOS DO ACRE E AMAPÁ
Júlio Cesar Pinho Mattos e Maurício Oliveira de Souza, 147 - BANDEIRAS DE PREÇOS NA COBRANÇA POR LANÇAMENTO DE POLUENTES E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR
Karla Romão e Maria Galleno de Oliveira, 159 - UNIDADES REGIONAIS DE SANEAMENTO BÁSICO
Leandro Frota e Douglas Estevam, 175 - A FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS PÚBLICOS NO SETOR DE SANEAMENTO BÁSICO COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Luciana Laurindo Bergo e Amanda Schimidt Célico, 187 - A FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS PÚBLICOS NO SETOR DE SANEAMENTO BÁSICO COMO INSTRUMENTO DE EFETIVAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Luciana Laurindo Bergo e Amanda Schimidt Célico, 187 - BREVES REFLEXÕES ACERCA DO MARCO LEGAL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS – LEI Nº 848/2019
Manoel Peixinho e Paula Brígido da Motta Steele, 20 - AS NORMAS DE REFERÊNCIA COMO INCENTIVO À IMPLEMENTAÇÃO DE UMA GOVERNANÇA REGULATÓRIA NO SETOR DE SANEAMENTO BÁSICO A PARTIR DA PROMULGAÇÃO DA LEI Nº 026/2020
Mário Augusto Parente Monteiro e Márcio Rodrigues Melo, 219 - ÁGUA, SANEAMENTO E DIREITOS HUMANOS
Monique Fonseca e Alex Sandro Noel Nunes, 237 - A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS NA REGULAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO NA AGERT: CASOS EMBLEMÁTICOS NO MUNICÍPIO DE TIMON-MA
Ozando Mariano de Moura e João Victor Serpa do Nascimento Delgado, 249 - AGENDA 2030 E O NOVO MARCO LEGAL DO SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 14.026/2020): INTERNALIZAÇÃO, TERRITORIALIZAÇÃO E MONITORAMENTO DO ODS 6
Rubens Diego Marineli Guillen e Daniel de Souza Silva, 271 - ORDEM CONSTITUCIONAL AMBIENTAL, PROTEÇÃO DAS ÁGUAS E O DIREITO HUMANO À ÁGUA E AO SANEAMENTO NO NOVO MARCO REGULATÓRIO DO SANEAMENTO BÁSICO
Rubens Marques de Oliveira e Maria Natália de Andrade, 287 - A CONTEXTUALIZAÇÃO DOS FUNDAMENTOS, OBJETIVOS E INSTRUMENTOS DA PNRH EM FACE DAS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA LEI Nº 026/2020
Sandra Valéria de Almeida e Priscila Roberta Barreto, 305 - PODER CONCEDENTE, AGÊNCIA REGULADORA E TRIBUNAL DE CONTAS: IMBRICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS FISCALIZATÓRIAS NO SANEAMENTO BÁSICO
Vinicius Alvarenga e Veiga, 315 - REGULAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO BRASIL: VIGILÂNCIA E QUALIDADE DA ÁGUA POTÁVEL FACE AOS CONTAMINANTES EMERGENTES
Walison de Carvalho e Angélica Cristiane Picolo Paschoal, 339 - O DESAFIO NACIONAL DE IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA PÚBLICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DE MÉDIO E PEQUENO PORTE
Welson de Almeida Oliveira Sousa, 361

APRESENTAÇÃO
O saneamento básico constitui um desafio central para o desenvolvimento do país e um compromisso para a Associação Brasileira de Agências Regulado- ras (ABAR) desde sua criação, 24 anos atrás. Atualmente, nossa entidade reúne, entre suas filiadas, 63 agências, que representam 90% da regulação dos serviços públicos de saneamento no país.
Por meio dos debates apresentados na Câmara Técnica de Saneamento Bási- co, Recursos Hídricos e Saúde (CTSan), na Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos, Institucionais, de Governança e Controle Social (CTJI-GCS) e nos cursos à distância oferecidos pela ABAR, centenas de reguladores de todo o país são atualizados so- bre as transformações pelas quais passam os setores de infraestruturas regulados.
Em 2020, o Estado brasileiro se comprometeu, ao aprovar o Novo Marco do Saneamento, a universalizar os serviços de água e esgoto até 2033. Cumprir as metas impõe ao país, com a sétima maior população do planeta, a superação dos obstáculos de sua heterogeneidade geográfica, social e institucional. Nossa atuação frente a esses desafios será decisiva para as condições de vida que terão nossos filhos e netos. Por isso, a ABAR participa da edição desta obra “Regulação e Desenvolvimento Sustentável: Instrumentos para a efetividade das políticas pú- blicas de infraestrutura”, coordenada por profissionais de excepcional conheci- mento dos desafios regulatórios.
Parabenizo e agradeço, também, cada autor que trouxe suas contribuições relevantes e qualificadas para a regulação nacional, sempre com o olhar de pre- ocupação com a efetividade das políticas públicas de infraestrutura no Brasil.
Vinícius Fuzeira de Sá e Benevides
Presidente da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (ABAR)
APRESENTAÇÃO DOS COORDENADORES
O saneamento básico é pauta de intensas discussões nos últimos anos, no- tadamente pelo necessário esforço de universalização de acesso aos serviços pú- blicos negligenciados para grande parte da população brasileira. Estamos diante de cenário desafiador que pressiona o Poder Público e a sociedade por soluções rápidas e efetivas para eliminar a falta de acesso a serviços públicos essenciais, como água potável, tratamento de esgotos e adequada disposição de resíduos, em pleno século 21.
O conjunto normativo que orienta o setor, detalhado na Lei de Diretrizes Nacionais para o saneamento básico (Lei nº 11.445/2007), pressionado para dar efetividade a vários pontos carentes de atenção legal, sofreu recentes alte- rações com a Lei nº 14.026/2020, em especial para criar uma ambiência legal de contratualização, padrão de indicadores e metas de qualidade dos serviços, regionalização para ganho de escala e harmonização regulatória por meio de normas de referência emitidas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Nessa perspectiva, o setor de saneamento vem sendo desafiado a dar efetivi- dade e levar cidadania a parte da população brasileira que ainda não desfruta de condições básicas de dignidade, por meio de acesso à água potável, coleta, afas- tamento e tratamento de esgotos domésticos produzidos e coleta e destinação de resíduos sólidos de forma ambientalmente adequada.
O desafio é imenso, e as agências reguladoras infranacionais de saneamento básico estão mobilizadas com o firme propósito de oferecer estabilidade norma- tiva, previsibilidade e segurança jurídica para os necessários novos investimen- tos no setor.
Nessa perspectiva foi pensada a presente coletânea de artigos técnicos, de- nominada como “Saneamento básico e regulação: instrumentos para efetividade do desenvolvimento sustentável”, com o firme propósito de reproduzir ideias e difundir boas práticas regulatórias para os setores regulados, sociedade civil e órgãos públicos da área de saneamento básico, sempre com a visão da prática setorial e das melhores experiências nacionais e internacionais.
A coletânea foi pensada em parceria com a Associação Brasileira de Agências de Regulação – ABAR, em seu propósito de difusão de conhecimentos regulatórios por meio de publicações, capacitações, Câmaras Técnicas temáticas.
A coletânea conta com 23 artigos de alta qualidade acadêmica e aprofunda- da visão acerca de temas atuais, relevantes e de impacto para as áreas de regu- lação do saneamento básico, recursos hídricos e desenvolvimento sustentável.
Com o desejo de uma ótima leitura.
Carlos Roberto de Oliveira Daniela Janaína Pereira Miranda eLeandro Mello Frota

